Como pontua Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, a capital Asgabate consolidou-se como o novo epicentro das discussões sobre segurança energética na Ásia Central com o encerramento da Feira de Óleo e Gás do Turcomenistão. Detentor da quarta maior reserva de gás natural do planeta, o país reafirmou sua ambição de expandir a exportação para mercados vorazes como Europa, Índia e China.
A participação em fóruns desta envergadura é essencial para empresas que buscam fornecer tecnologias de ponta para projetos transcontinentais de alta complexidade. O evento foi marcado por negociações estratégicas sobre os dois novos gigantescos gasodutos que prometem redesenhar o fluxo energético global.
Como a geografia do Turcomenistão impulsiona a demanda por tecnologia de ponta?
As rotas planejadas para escoar o gás turcomeno envolvem travessias geográficas extremas, desde o leito do Mar Cáspio até regiões montanhosas desafiadoras. Consoante a Paulo Roberto Gomes Fernandes, projetos dessa magnitude exigem sistemas de suportação e lançamento de dutos que garantam a integridade estrutural em longas distâncias. A engenharia brasileira, reconhecida mundialmente pela inovação em ambientes confinados e túneis, encontra no Turcomenistão um campo fértil para aplicar soluções que minimizem os riscos operacionais e acelerem a construção dessas veias energéticas que conectarão a Ásia Central ao coração da Europa.
Qual é o impacto da parceria com a China e a Índia no cenário de dutos?
A China mantém uma relação comercial de longa data com o Turcomenistão, sendo o principal destino de sua produção atual. No entanto, o avanço do projeto para a Índia e o interesse europeu criam um cenário de competição técnica e logística. Como considera Paulo Roberto Gomes Fernandes, essa diversificação de clientes exige que os gasodutos operem sob padrões internacionais de excelência. A aplicação de suportes inteligentes e métodos de lançamento que reduzem o atrito e preservam o revestimento dos tubos é um diferencial competitivo que as empresas brasileiras podem oferecer para garantir que o gás atinja os mercados consumidores com o menor custo de manutenção possível.
Por que o jantar de gala em Asgabate simboliza o sucesso das relações bilaterais?
O encerramento do evento com um jantar de gala e danças típicas em Asgabate vai além do protocolo diplomático; reflete a confiança mútua entre o governo turcomeno e os investidores internacionais. O ambiente de sofisticação da capital é o reflexo de um país que está colhendo os frutos de sua riqueza natural e investindo em infraestrutura moderna. Essa atmosfera de hospitalidade facilita o networking entre executivos de alto nível, permitindo que parcerias tecnológicas sejam seladas em um clima de estabilidade e visão de longo prazo para o desenvolvimento do setor de óleo e gás.

Como a engenharia brasileira pode se integrar aos projetos do Mar Cáspio?
A travessia do Mar Cáspio é um dos pontos mais sensíveis e tecnicamente complexos dos novos projetos turcomenos. Do ponto de vista de Paulo Roberto Gomes Fernandes, a experiência brasileira em águas profundas e soluções de engenharia subaquática é um ativo valioso. A tecnologia de roletes e suportes desenvolvida no Brasil pode ser adaptada para suportar as pressões e as condições corrosivas do leito marinho, oferecendo ao governo do Turcomenistão a segurança necessária para expandir sua malha de exportação de forma sustentável e tecnicamente robusta até 2026.
Qual é a perspectiva para o mercado de gás na Ásia Central até 2026?
A tendência é que o Turcomenistão se torne um dos principais pilares da matriz energética euro-asiática. Como resume Paulo Roberto Gomes Fernandes, executivo da empresa Liderroll Indústria e Comércio de Suportes, a conclusão dos novos gasodutos colocará o país em uma posição de influência geopolítica sem precedentes. O estreitamento das relações técnicas e comerciais entre o Brasil e o Turcomenistão é um passo estratégico para que a tecnologia nacional continue a ser protagonista nos principais marcos da engenharia mundial, transformando vastas reservas naturais em desenvolvimento econômico e segurança energética para múltiplos continentes.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
