Tiago Oliva Schietti, empresário do setor cemiterial e funerário, acompanha o crescimento do interesse por modelos de infraestrutura que conciliam planejamento urbano, preservação ambiental e acolhimento às famílias. Entre essas soluções, os cemitérios-parque vêm conquistando espaço em diferentes regiões por apresentarem características alinhadas às demandas contemporâneas.
O modelo reflete mudanças observadas não apenas no setor funerário, mas também na forma como cidades utilizam e organizam seus espaços urbanos.
O que diferencia os cemitérios-parque?
Ao contrário dos modelos tradicionais marcados por construções verticais, túmulos elevados e corredores estreitos, os cemitérios-parque priorizam integração paisagística e áreas verdes. A proposta busca criar ambientes mais organizados visualmente e compatíveis com projetos urbanísticos modernos.
Além do aspecto estético, essa configuração favorece manutenção mais eficiente e melhor aproveitamento do espaço. O crescimento desse formato representa uma mudança observável em diversas cidades brasileiras.
Como o urbanismo influencia a gestão cemiterial?
O avanço da urbanização trouxe novos desafios relacionados à ocupação do solo. Áreas urbanas cada vez mais densas exigem planejamento cuidadoso para garantir equilíbrio entre infraestrutura e qualidade de vida. Nesse contexto, a gestão cemiterial passou a ser analisada também sob a perspectiva do planejamento urbano.
Questões como acessibilidade, mobilidade, paisagismo e integração com o entorno ganharam importância crescente. Tiago Oliva Schietti acompanha um cenário em que os cemitérios deixaram de ser vistos apenas como estruturas operacionais para assumir papel relevante na organização das cidades.

Sustentabilidade é um diferencial ou uma necessidade?
Durante muito tempo, iniciativas ambientais eram tratadas como diferenciais competitivos. Atualmente, a sustentabilidade vem sendo incorporada como requisito em diversos projetos de infraestrutura. Nos cemitérios-parque, isso pode envolver preservação de áreas verdes, manejo adequado de recursos naturais e planejamento voltado à redução de impactos ambientais.
De acordo com Tiago Schietti, a consequência prática é a criação de espaços mais alinhados às expectativas de comunidades que valorizam qualidade ambiental e responsabilidade na gestão territorial.
Quais erros ainda são comuns na expansão da infraestrutura funerária?
Um dos equívocos mais frequentes é considerar apenas a demanda imediata sem analisar projeções demográficas futuras. Essa abordagem pode gerar limitações operacionais ao longo do tempo. Outro erro recorrente está relacionado à falta de integração entre planejamento urbano e gestão cemiterial.
Quando esses elementos são tratados separadamente, surgem dificuldades que afetam acessibilidade, manutenção e expansão dos serviços. A experiência do setor demonstra que planejamento de longo prazo tende a produzir resultados mais eficientes e sustentáveis.
A tecnologia está transformando a administração desses espaços?
Sim. Ferramentas digitais permitem melhor controle operacional, organização documental e gestão de informações relacionadas aos espaços memorialísticos. Além disso, sistemas modernos ajudam a otimizar manutenção, localização de áreas e atendimento às famílias. Comparado aos processos predominantemente manuais do passado, a transformação é significativa.
Tiago Oliva Schietti atua em um ambiente que acompanha a crescente incorporação de tecnologias voltadas à eficiência e à qualidade dos serviços.
O futuro aponta para modelos mais integrados
A tendência é que projetos futuros combinem gestão profissional, sustentabilidade, planejamento urbano e inovação tecnológica de forma cada vez mais integrada. O crescimento dos cemitérios-parque demonstra como o setor funerário vem se adaptando às novas demandas sociais e urbanas. Em um cenário marcado por expansão populacional, envelhecimento demográfico e busca por qualidade de vida, soluções planejadas tendem a ganhar relevância crescente na construção das cidades do futuro.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez