Qual é a expectativa de vida útil de um revestimento? Segundo o diretor administrativo, Diohn do Prado, a longevidade passou a ser um critério ambiental relevante na escolha de materiais para projetos de alto padrão, juntamente com a estética e o custo.
A lógica por trás do processo é direta. É importante ressaltar que cada substituição de piso, bancada ou revestimento implica em uma série de etapas, incluindo extração, fabricação, transporte, instalação e descarte. Materiais utilizados por longos períodos reduzem a frequência desse ciclo e, consequentemente, a quantidade de recursos consumidos e a geração de resíduos ao longo da vida útil do imóvel.
A seguir, serão apresentados os fatores determinantes da longevidade de um material, bem como a importância da possibilidade de renovação na avaliação dele.
Resistência e adequação ao uso
É essencial compreender que a durabilidade tem origem nas propriedades intrínsecas do material utilizado. Dureza, resistência à abrasão, absorção de água e estabilidade diante do calor e da radiação solar são características determinantes na reação de uma superfície à utilização diária. Granitos e quartzitos suportam bem o tráfego intenso e o contato com calor, ao passo que mármores requerem mais atenção ao manuseio com ácidos.
Diohn do Prado esclarece que a longevidade está diretamente relacionada ao material empregado e à sua adequação à utilização, pois o uso de um material resistente, porém inadequado à sua finalidade, pode resultar em desgaste precoce. A especificação correta constitui, portanto, a primeira etapa de uma escolha durável.
Além disso, o peso da instalação representa um fator relevante. A base deve estar nivelada, as argamassas devem ser adequadas, as juntas de dilatação e as fixações devem ser compatíveis com o peso das peças. Dessa forma, trincas, descolamentos e infiltrações, que encurtariam a vida útil do revestimento, serão evitados.
Manutenção e renovação no lugar da substituição
A durabilidade de um material é fundamental para a sua longevidade. A aplicação de produtos neutros, a impermeabilização periódica e a atenção a manchas e impactos são medidas que preservam a superfície por mais tempo. Em pedras naturais, tais cuidados são simples, porém sua ausência pode tornar necessária uma manutenção mais frequente.

A possibilidade de renovação distingue os materiais de longa vida. Diohn do Prado sinaliza que é possível renovar o aspecto do ambiente sem a necessidade de substituição do material, realizando serviços como a repolidação de pedras naturais, remoção de riscos e aplicação de novos acabamentos.
Essa característica também favorece o ciclo de vida. Peças provenientes de reformas podem ser reaproveitadas, sendo utilizadas em outras áreas do imóvel ou em novos projetos. Dessa forma, é possível prolongar o uso do material para além da primeira aplicação.
Escolher pensando nas próximas décadas
A longevidade tornou-se um critério de sustentabilidade, pois cada ano adicional de uso reduz o impacto acumulado de um material. A durabilidade é definida por uma combinação de resistência, especificação correta, instalação cuidadosa, manutenção e possibilidade de renovação.
Por sua vez, Diohn do Prado considera que tal visão pode modificar a forma de avaliar custos, visto que um revestimento mais oneroso na aquisição pode se revelar mais econômico quando se eliminam as necessidades de substituições ao longo dos anos. O cálculo passa a considerar o custo anual de uso, e não apenas o valor pago na obra.
Além da resistência, a capacidade de atravessar diferentes momentos estéticos também interfere na vida útil percebida de um revestimento. Superfícies com materiais duráveis, acabamentos apropriados e características naturais bem aproveitadas podem acompanhar mudanças na decoração sem exigir substituições frequentes.
Em um contexto de alto padrão, em que as escolhas são cuidadosamente pensadas para o longo prazo, a utilização de materiais feitos para durar proporciona um equilíbrio entre desempenho, valor estético e responsabilidade ambiental. A escolha ideal é aquela que mantém sua relevância ao longo do tempo, mesmo após o término da obra.